Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

SOMOS CAPAZES DE UM AMOR ASSIM??..

Hoje em dia a lei não permite que duas pessoas se casem sem hipótese de desfazerem o casamento. Não é possível, perante a lei, casar para sempre.

É capaz de ser complexo explicar como se chegou a este estado. Mas é bem mais fácil comprovar os efeitos que o divórcio tem tido na nossa sociedade. Nas nossas crianças, nos que cresceram desequilibrados, nas confusões mentais, na perda da segurança. Não é sem enorme prejuízo que se anula a família, a qual, por sua natureza, se fundamenta num laço inquebrável, a única coisa que permite a estabilidade indispensável à constituição de um lar e ao crescimento de novos seres. 

Vamos supor que a lei nos autorizava a fazer duas coisas quando estivéssemos para casar. Uma delas seria o contrato que agora existe e pode ser anulado com maior ou menos facilidade. A outra, um pacto inquebrável, que impedisse os que se casam de virem a casar mais tarde com outra pessoa qualquer, a não ser por morte do seu cônjuge.

Vamos, ainda, supor que dois jovens se amavam. Ele pedia-a em casamento e ela, naturalmente, perguntava qual das duas espécies de casamento lhe propunha ele.

Poderia ser uma situação embaraçosa, não acham?

Que responderias tu à tua bem-amada, se fosses o jovem da minha suposição? Serias capaz de lhe propor o casamento descartável? Isso não seria uma manifestação de que o teu amor não era bem... amor?

Que resposta esperarias, se fosses a jovem em questão? Não terias estado a sonhar com um amor para toda a vida? com um vestido de noiva cheio de sentido?

Sucede que o amor do casamento é de tal forma que não admite meias-tintas: se existe é para sempre. Se aquilo que se entrega não é tudo, esse amor não tem a qualidade necessária para se tornar no fundamento de uma família. Não pode ser alicerce nem raiz. Não será fecundo. Dará frutos apodrecidos, como, infelizmente, temos verificado tantas vezes.

O amor não admite o cálculo. Não faz contas. O amor é louco.

"É uma loucura amar, a não ser que se ame com loucura", dizia o velho adágio latino. Mas hoje cometemos a loucura, e a tolice, de amar sem loucura... Fazemos as nossas contas e os nossos cálculos. Avançamos as peças do nosso xadrez, mas com o cuidado de prevermos uma escapatória, para o caso de ser preciso bater em retirada.

Medo de que o casamento não corra bem?... O amor e o medo não podem andar juntos. Quem tem medo não entende nada de amor. Amar é, precisamente, não ter medo. É acreditar que se possui uma força imensa. Quem ama sabe que é também possuído e protegido pelo amor. E que, por isso, caminha noutra altura; voa por cima dos gelos, dos salpicos das ondas, das pedras aguçadas. Vai por cima de um mundo muito pequeno, nas asas um fogo, em mãos de fadas. Possui outra dimensão. Parece-lhe que quem não ama é um morto-vivo...

-Somos capazes de um amor assim?

-Somos capazes de jogar a vida inteira no consentimento matrimonial?

-Somos capazes de incluir todo o nosso ser numa palavra que dizemos? E de tornar de aço essa palavra pelo tempo fora, através de todas as dificuldades?

SIM, NÃO, TALVEZ...porém.....

 

Beijinhos

Iz@

sinto-me: casamenteira
germinado por libel às 13:22
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39 comentários:
De Armando Correia a 8 de Setembro de 2009 às 13:52
Sou divorciado mas realmente a tua questão é pertinente, lembro-me perfeitamente que o dia do meu casamento foi especial, e que sempre o desejei para sempre.
Lembro-me também que a minha ex, 6 anos mais nova que eu comentava que se não desse certo haveria sempre a hipótese do divórcio, que infelizmente ou felizmente se veio a confirmar.
A questão que ponho dado que a minha ex era mais jovem que eu, de uma geração mais moderna ( OU nâo ), e já via as coisas dessa forma, para ela era nada mais nada menos que um casamento descartável.
Mas será que essas visões modernas são as mais correctas?
Os nossos pais lutavam pelo que queriam, nós agora temos um problema e vamos a correr pedir o divórcio.
De libel a 8 de Setembro de 2009 às 17:45
Pois amigo Lovenox, eu também pensava que seria para sempre, estava preparada para isso, ou seja a entrega foi consciente e incondicional...e "talvez " por não existir a lei do pacto inquebrável as coisas resolveram-se pela lei do mais fácil: O divórcio.
Aqui entra a questão dos facilitismos que hoje em dia intitulamos como "modernices" , esta nova geração inclusive acha estes temas assustadores ou delicados. Será o "para sempre" uma palavra assustadora ou delicada??..Não acho que seja. Depende muito daquilo que queremos e em que acreditamos. É claro, que ninguém obriga ninguém a ficar junto, mas se facilitamos tanto é normal que a ruptura se dê por algum dos lados. Agora, por outro lado, se existir uma força maior que impeça decisões mais dramáticas, se calhar até temos tempo para pensar, repensar e encontrar alternativas no sentido de dar continuidade ao compromisso que prometemos honrar, amar e acompanhar nos bons e maus momentos.Quiçà.

Beijokinhas

De Armando Correia a 8 de Setembro de 2009 às 18:37
É verdade identifico-me um pouco com a tua história porque a minha foi igual, os facilitismos são o reflexo da imaturidade.
De raio-de-luar a 8 de Setembro de 2009 às 14:03
Ai amiguita, que tema tão... assustador. É muito delicado formar teorias ou opiniões. Eu acredito nesse amor de entrega total, mas o para sempre é muito tempo e nunca podemos dizer o que vai acontecer a um ou ao outro ou mesmo a ambos ao longo da vida. Sem dúvida que nos últimos anos se verifica um facilitismo, do tipo à mínima zanga, crise, sai o divórcio. Cada um saberá de si. A cada um caberá decidir se vale a pena tentar acertar arestas, conversar e dar novas oportunidades... ou se fica por ali porque o próprio sentimento mudou.
Os meus pais mantiveram um casamento de conveniência durante 26 anos. Casaram, naquele tempo, para saírem de casa dos pais, nunca se amaram, nunca foi casal que eu visse trocar carinhos, e olho para eles e são pessoas totalmente diferentes, daquelas que não cojugam em nada. Mas mantiveram o casamento porque eu nasci... e porque na cabeça deles teriam de se manter casados por minha causa... e qd me tornei adulta, divórcio... numa altura em que eles já nem se falavam nem se podiam ver à frente (situação que se mantém mesmo depois do casamento). Eu digo: preferia que se tivessem divorciado mais cedo, até para mim teria sido melhor crescer em duas csas, mas com pais felizes, do que ter vivido anos e anos no meio daquela tempestade. Não sou adepta do casamento. Para mim é m contrato. Nada mais. Não preciso de uma aliança nem de um papel assinado para dizer que amo aquela pessoa e é com ela que quero partilhar a minha vida e construir a minha família. Não penso que se qualquer coisa correr mal nos separamos. Quando qualquer coisa core mal, quando atravaessamos uma dita crise, há que assentar ideias, conversar, tentar perceber o que cada um quer e pretende. Até agora temos concluído que gostamos muito um do outro e queremos continuar juntos... e não preciso de nenhum padre ou juíz para viabilizar a união.
Quando se trata de legaizar aquilo que tem por base sentimentos... ui, que assunto mais complexo.
Beijinhos
De Armando Correia a 8 de Setembro de 2009 às 18:40
Li este teu comentário e sou obrigado a comentar, porque acabo por partilhar ( agora ) da tua opinião.
Sempre achei que um compromisso firmado tivesse mais valor perante nós mesmos, o altar, o compromisso.
Agora penso o contrário, e aliás a pessoa com quem estou partilha da mesma opinião, os papeis são apenas formas de burocracia que permitem ao estado ganhar uns trocados, e a nós nos dão uma falsa sensação de segurança.
beijocas.
De libel a 8 de Setembro de 2009 às 21:26
Raiozinho eu acho que não se trata de legalizar os sentimentos, trata-se sim de seguir os trâmites normais. O nosso crescimento é baseado em geral pelos príncipios e valores que nos são incutidos. E por mais que contrariemos essas vontades, existe sempre um lado nosso que mexe e vibra com aquele dia especial. Deste o exemplo dos teus pais, mas como referiste, nunca se amaram, ou seja partiram para a união apenas para terem mais liberdade, o que se traduziu numa profunda agonia, no entanto as obrigações, responsabilidades, valores e príncipios falaram mais alto e aguentaram até se sentirem um pouco mais livres. O "para sempre" não é assustador, o "até quanto suportaremos" sim. Por isso a questão que se põe é: Somos capazes de um amor assim? ...
De raio-de-luar a 8 de Setembro de 2009 às 22:56
A resposta é difícil. Muitos, e eu incluída, dirão que sim, que são capazes de um amor assim... que sim, quando amamos e nos entregamos a uma pessoa queremos que seja para sempre, pois também não concebo de outra forma, não cabe o "até quando suportaremos". Isso é quando as coisas não estão bem. Iniciar uma relação a pensar que vai acabar, então é uma estupidez... mas continuo a achar que o para sempre é assustador na perspectiva de não sabermos o quanto dura o para sempre. Mas entendo que te estejas a referir ao que hoje em dia eu chamo de era do descartável... é demasiado fácil as pessoas descartarem-se de coisas, de pessoas e partir para outra. Ou pelo menos parece demasiado fácil...
Beijinhos grandes
De libel a 9 de Setembro de 2009 às 23:53
Raiozinho não é até QUANDO suportaremos, mas até "QUANTO", quando me referi ao assustador, estava focada no poder de encaixe, no suporte , na maturidade que pensamos ter e que acreditamos ser a necessária para qualquer situação boa ou má percebes??..Não tem a ver com o suportar pelo facto de as coisas já estarem mal, mas sim o susto que levamos quando percebemos que afinal não estamos assim tão bem preparadas para esta ou aquela situação. Por exemplo, para não ficares com a ideia que o suportaremos só faz sentido em coisas más, poderemos pôr o caso de sermos mães, trata-se de uma benção, uma felicidade sem fim. No entanto estaremos preparadas?..Iremos conseguir ser uma mãe com "M" grande?...Dúvidas, receios, medos, insegurança persistem, mas o Amor é incondicional e o suporte revela-se tão imenso, surpreendente e natural que nos assusta pensarmos onde estava escondido entendes?
Isto para dizer que o "assustador" é não nos conhecermos a nós próprios.

Beijokas querida
De daisy_daisy a 8 de Setembro de 2009 às 14:55
Que tema tão delicado amiga, mas nada hoje em dia é para sempre e que venha o primeiro atirar a primeira pedra.
Tenho uma relação de à mais de 4 anos e 2 deles a viver junta, e sabes sinto-me casada, tenho um enorme amor por ele, tenho uma casa, (um gato, ihihihih ) tenho tudo indispensável a uma vida a dois, porém não casamos, não metemos de todo essa hipótese de lado, mas não é uma prioridade. Talvez um dia oficializemos o nosso caso. O mais interessante é que o casamento já não é uma peça importante, porque além de toda a gente saber incluindo pessoas menos receptivas a modernices) que não somos casados, todos nos perguntam quando vem o bebé .

Amiga Libel Beijinho Grande
De Armando Correia a 8 de Setembro de 2009 às 18:41
Este tema e esta tua resposta acabam por me deixar perplexo porque eu que não era minimamente adepto desta situação, vejo-me agora do vosso lado, a partilhar essa opinião, papeis para quê?
E já agora quando vem o bébé?
De daisy_daisy a 11 de Setembro de 2009 às 18:00
Amigo eu era a tipica menina que sonhava com o dia de ser princesa, sim porque nesse dia tudo parece que tem mágia. MAs a vida assim me se encarregou de me mostrar que existem outras realidades a não ser os contos de fadas, que por sua vez não são assim tão diferentes do sonho de qualquer uma o que interessa é o Amor... em reinando este sentimento tudo está bem...
O bebé, bem esse está teimoso em vir...

Beijoca
De Peixe Frito a 12 de Setembro de 2009 às 12:36
As pessoas conseguem mesmo ser inconvenientes! É aquilo que costumo dizer: Quando namoramos, é quando se casam? Quando nos casamos, é quando temos filhos? Quando temos filhos... ihihihhi Muitas das vezes é aquela chamada conversa para encher chouriço, e não se dão conta que as pessoas se calhar não os têm, por causa de algumas dificuldades adversas que ninguém, mas ninguém tem nada a ver com isso.
Beijinho do coração amiga que eu adoro :)
De libel a 12 de Setembro de 2009 às 13:28
Peixinho aqui não se trata própriamente da exclusão das dificuldades que poderão surgir e dificultar a realização desse acto, pois como é óbvio , cada um sabe de sua vida e das linhas com que se cose. Aqui trata-se de suposições e principalmente de como o acto em si é encarado entendes??..Independentemente das dificuldades ou outros afins que interfiram na sua realização.
Não acho que as pessoas sejam incovenientes, acho sim, que as opiniões são diversas, o que é bastante plausível, ninguém está a apontar o dedo a ninguém, simplesmente é uma troca de ideias, opiniões ou constatações, que bem fundamentadas ou não, serão sempre bem recebidas e sem índole recreminatório. Trata-se de um assunto como outro qualquer, que pode ser abordado mais pessoalmente ou não, as pessoas lhe darão o sentido mais conveniente. É um tema livre, sem obrigações ou recreminações, e o entendimento que se faz nesta perspectiva é sempre saudável!!..

Um grande beijinho
De Peixe Frito a 12 de Setembro de 2009 às 17:55
Concordo contigo. E sinceramente, não percebo porque me dizes que "é um tema livre, sem obrigações ou recriminações", como se eu de facto estivesse a obrigar alguém a pensar como eu, ou a impor as minhas ideias! Não me conheces de todo. Mas pronto. É como disse acima, as pessoas (no geral) são inconvenientes, porque muitas querem mesmo é meter o bedelho e efectivamente nem pensam se as pessoas estão com problemas ou não. E mais uma vez, eu estava a responder a uma parcela de um comentário da Daisy e não a comentar acerca do post.
Beijinhos.
De libel a 13 de Setembro de 2009 às 01:27
Eu é que não percebo onde queres chegar, mas calculo que possas estar um pouco a leste do que se falou por aqui, pois do pouco que te conheço sempre me pareceste uma pessoa coerente e com a cabeça fresca, daí acreditar que o teu comentário tenho sido feito sem prévia constatação de factos.
Quanto ao tema livre, sem obrigações ou recriminações, quer dizer que é um tema sujeito a desenvolvimento que pode ou não ter feedback, dependendo do interesse de cada um em dar continuidade ao assunto, ou resposta aos comentários que surjam, e sem qualquer índole a nível de curiosidade pessoal no sentido de tomar posse de elementos com finalidade recriminatória.
Tenho a certeza que em nenhum dos comentários, as pessoas foram inconvenientes no sentido que lhes deste (meter o bedelho) , pois todos foram educadamente acessíveis ao tema e simplesmente expuseram as suas opiniões dentro do contexto, inclusive a Daisy e menciono-a porque fizeste questão de salientar que apenas estavas a responder ao comentário dela e não ao post, logo leva-me a crer que talvez não tenhas tido possibilidade de apreciar o nível dos comentários e o tema em si.

Um conselho de amiga: Não julgues todos pela mesma moeda, nem todos são iguais, o bom entendimento consegue-se a partir das diferenças, e a sabedoria vem logo atrás.

Beijinhos
De Peixe Frito a 13 de Setembro de 2009 às 20:08
Acho mesmo que há um mal entendido. Continuo a referir-me a uma parcela do comentário da Daisy, e como já referi, não comentei acerca do post em si. E continuo a dizer que é no geral! ihihih Cada um tem uma experiencia de vida diferente. É como tudo. Eu concordo com o que dizes Libel.
Beijocas.
De libel a 14 de Setembro de 2009 às 14:23
Bolas!!...É que não consigo tirar-te do sério pá!!!....tu falas de alhos e eu de bogalhos e continuas com o teu ar impávido e sereno " Acho mesmo que se trata de um mal entendido"...fonix...ahhahaha..., eu à espera de um " Ó pá Libel tás armada em tótó, tás passada ou quê??..será que estou a falar chinês??"..És um osso duro de roer miúda, tive tanto trabalho a preparar uma cena bué gira...e tu não te desmanchas!!......DESISTO!!..fica lá com a taça, mas olha o que eu pesquei!!...vou pôr na tua página porque aqui não tenho os comentários com direito a fotos....(a brincadeira era esta)...

P.s. Gostava de saber quem foi o Boicote aí em baixo!!...pessoas inconvenientes bahhhhhhh.....
De Peixe Frito a 14 de Setembro de 2009 às 16:03
Efectivamente, o médico receitou-te as gotas por algum motivo, e tu teimas em não as tomar, não é? Estavas à espera que eu armasse escarcéu, era? ihih De facto estava a achar-te assim a roçar o estranho por não entenderes o que eu queria dizer, mas pronto... Há que respeitar as limitações das outras pessoas! ahahahaha Confesso! Não te respondi mal porque eras tu e porque eu até estava bem disposta. E ainda bem que não o fiz, porque ficaria ainda mais aborrecida por me estares a gozar! ahahahah Tomaaaaaaa!!!!!! Nha-nha-nha-nhaaaaaaa!!!!!
De Peixe Frito a 12 de Setembro de 2009 às 12:37
A minha resposta nada têm a ver com o comentário do Lovenox! Refiro-me às pessoas em geral!!! :)
Beijocas.
De espectador a 13 de Setembro de 2009 às 18:28
Cuidado com o que vais responder, estás a ser filmada!!..

De Peixe Frito a 13 de Setembro de 2009 às 20:09
Estou? Já me podiam ter avisado, que assim tinha-me vestido melhor e tinha ido ao cabeleireiro! ihih ;)
De libel a 9 de Setembro de 2009 às 20:33
Olá estrelinha, desculpa a demora na resposta, mas tive que fazer um arroz de miúdos, para poder aqui chegar..(e olha que ficou óptimo)..ahhahahaha...
Quanto ao tema "delicado" como o intitulaste, acho que se o fosse decerto não seria tratado com tão pouca delicadeza. Isto é, a forma como as pessoas hoje em dia encaram o casamento. A falta de credibilidade neste acto é contagiante, ou seja, as reacções, procedimentos e soluções são demasiado facilitadas pelo sistema, então o contágio é muito fácil, as pessoas conhecendo determinadas situações mal resolvidas e precavendo-se do pior o que fazem?...preferem muito simplesmente juntar os trapinhos e adiar aquilo porque sempre sonharam, jogam pelo seguro...e vamos ver no que isto dá!!...Anulam assim com esta "delicadeza" o passo mais importante das suas vidas. Não quer dizer que juntos o amor seja diferente e que se esqueçam dos direitos e deveres de cada um, mas trata-se de um amor calculado, com reservas e alguma insegurança. O casamento é uma união objectiva, independentemente dos sentimentos amorosos, ficamos mais sólidos e mais certos da segurança e continuidade. É como uma cerca no interior da qual se torna possível o crescimento do amor. Baseia-se numa decisão definitiva. Hoje em fujimos com demasiada facilidade do casamento (e se não fugimos desfazemo-lo quando surgem dificuldades), ou então experimentamos primeiro e depois logo se verá...só que o tempo vai passando e as dificuldades ou oportunidades vão sendo cada vez menores...e um dia olhamos para o album de família e pensamos: Faltou aqui qualquer coisa!!..

Beijokinhas linda estrelinha


De cigana a 9 de Setembro de 2009 às 01:09
Antes de mais, os meus parabéns por outro tema polémico.
Em seguida, eu atrevia-me a dizer que embora hoje em dia ninguém ligue muito à religião, a verdade é que só é possível o divórcio perante a lei civil, porque perante a lei canónica o casamento só é dissolvido por morte ou por raras excepções.
Resta-me dizer que quando se casa, esperamos que seja para sempre - mau sinal se assim não for! Propor um casamento passageiro, até que a gente se farte, parece-me à partida uma piada de muito mau gosto. Então juntam-se e pronto, logo se vê se dura...
Claro que na realidade o que parecia eterno às vezes dura muito pouco, e ainda bem que temos uma saída, em vez de ficar amarrados para sempre a uma aliança infeliz.
Mas quando casam, ao menos que tenham a ilusão de que vão ser felizes para sempre e que invistam nesse projecto de vida...
De libel a 9 de Setembro de 2009 às 22:12
Olá Cigana, mais uma vez agradeço a tua intervenção, a qual prezo bastante. Quanto à lei canónica não estou por dentro, a verdade é que os casamentos católicos são igualmente dissolvidos, acredito que o tempo de espera seja bem maior, mas na maioria a sua nulidade é deferida. Aqui entra outro tipo de palavreado, um pouco mais cuidado, as verbas também marcam diferença, pois os custos são maiores, mas no final à boa maneira católica o "problema" fica resolvido.
Agora quanto ao "para sempre" concordo contigo, afinal desde o momento em que nascemos, passamos por vários ciclos, esses ciclos são precisamente o tempo que precisamos para aprender, experienciar, amadurecer e envelhecer. Ora, se aproveitarmos esse tempo e lhe dermos as coordenadas certas, tenho a certeza que as dúvidas e inseguranças não se fazem notar, apostando assim num compromisso mais sério e entrando de cabeça, tronco e membros num projecto de vida que ingloba uma variedade enorme de prós e contras, mas que à partida a chave mestra "Amor" se encarregará do resto!!..

Um bem haja ...e felicidades para ti Ciganita!!
De Escritos e Rabiscos a 9 de Setembro de 2009 às 12:45
Minha querida, li o teu post e todos os comentários. Uma coisa percebi, todos são unânimes em dizer que é um tema complicado. Ora, para mim nada tem de complicado. Na minha cabeça, e foi assim que cresci, e é assim que continuo a sonhar, um casamento é para a vida. Porque se a dada altura 'escolhemos' aquela pessoa para casar em prol de outras, é porque aquela seria a certa. É porque é com aquela pessoa que sonhamos partilhar os nossos bons e maus momentos. Que desejamos constituir família, etc.
Vejo hoje em dia muitos casamentos descartáveis, em que hoje casam-se com um, amanhã com outro. E no final, o que levam desses casamentos?
Por vezes muita decepção, desilusão, zangas, também podem levar coisas boas, filhos, p.e.. Mas também há alturas em que até os filhos são lucros. Compramos a casa em nome dos dois, e depois um fica com a mesma, e se houver filhos, fica ela e ainda recebe uma mesada, que muitas vezes é utilizada para coisas bem mais fúteis que as necessidades básicas dos filhos.
Casam, recebem prendas, dinheiro, viagens, etc. LUCRO, tudo lucro.
Descasam, siga viagem....
Não devria ser assim, deveria lutar-se, amar-se incondicionalmente, ser louco por aquela pessoa.
Eu sempre disse que preferia viver numa barraca, mas ser feliz. Não fui muito bem compreendida, principalmente porque vivemos no época consumista e hávida de riqueza, de conforto. O resto, tornou-se supérfulo. Mas, para mim, vivendo numa barraca, numa casa pequena que já teve 20 donos, ou numa casa boa, é indiferente, importa sim quem está lá comigo, quem está ao meu lado. O meu amor, a minha paixão. O resto, para mim, é que são acréscimos.
Quando há amor, loucura, carinho, luta-se por tudo, luta-se por vencer, luta-se por viver....
Beijocas
De libel a 9 de Setembro de 2009 às 23:02
Olá Cris, tens os pés bem assentes no chão miúda, adorei o comentário e porquê??...Porque do pouco que te conheço, consigo sentir a tua grandeza de sentimentos e verdades. Concordo contigo quanto às defenições do tema intituladas como "Assustador" "complicado" e "delicado" , não serem impedimento algum para ti. Pois afinal é um assunto que não é só falado mas vivenciado por todos nós (salvo poucas excepções). O "para sempre" não me assusta de todo, pois ao dar esse passo estou consciente que é isso que quero, que honro e respeito. Pois se assim não fosse, estaria a anular a minha personalidade, nós somos aquilo que fazemos com as nossas escolhas. É com elas que traçamos o nosso caminho e nos definimos. É claro que estão contempladas, mas ainda por conhecer as razões pelas quais a maneira de pensar se possa alterar, no entanto a convicção é só uma: Somos capazes, e se o para sempre se revelar numa desastrosa desilusão, seremos capazes novamente e novamente e novamente...!!..

Beijokas
De Armando Correia a 9 de Setembro de 2009 às 19:18
ESTÁ QUALQUER COISA NA MINHA ESPLANADA PARA TI!
De libel a 10 de Setembro de 2009 às 13:48
Aiiiii...estou até com medo de saber o que é!!..Não me digas que o panelão estoirou e ficaste com o café todo sujo??...Queres que vá limpar é isso??...Podes dizer...eu sou forte e destemida, eu aguento!!
....Oiapppppppppp.....já vou a caminho!!
De sara maria a 9 de Setembro de 2009 às 22:13
Eu nunca me casei, nunca me juntei, no entanto não consigo dissociar estas duas situações com a palavra "sempre", eu sei que sonho que seja para sempre, eu quero que seja para sempre, para mim só faz sentido que seja para sempre, afinal é de amor que falamos aqui e o amor quer-se eterno, no entanto, imagino que um dia se tal acontecer se me casar/juntar com o amor da minha vida e a determinado momento sentir que o amor da minha vida está mais feliz sem mim do que comigo, eu que sonho com o para sempre mas como acho que amar também é libertar, libertá-lo-ei. Quanto aos facilitísmos se calhar, digo eu, se calhar a questão é ao contrário, se calhar dizemos amo-te com muita facilidade, juramos amor eterno com muita facilidade, digo eu...
De libel a 9 de Setembro de 2009 às 23:26
Sara Maria deixaste-me sem palavras, esse sentir, esse amor, essa entrega, essa doação é de facto entusiasmante, sublime e de uma grandeza de sentimentos que hoje em dia infelizmente pouco se vê. Concordo contigo, realmente " O casamento não produz dois prisioneiros, mas sim uma liberdade em duas pessoas" (André Frossard). O facto de darmos liberdade a quem amamos é prova suficiente do nosso amor. Apesar de ser doloroso em casos defenitivos, é concerteza um acto de grande sabedoria. A liberdade é a grandeza de poder fazer escolhas. Quanto aos facilitimos, o dizer "amo-te" ou as juras de amor fazem parte de qualquer relação, seja de ínicio ou não, a tendência para essas demonstrações é sempre natural e muito bem recebida, agora ...seremos capazes de manter o amor e as palavras que dissemos?..Pois, aí concordo que outras palavras fariam mais sentido!!

Um grande beijinho linda
De cumplicedotempo a 10 de Setembro de 2009 às 00:27
vim retribuir a visita e perdi me aqui pelo teu cantinho lendo o que para aqui se vai dizendo e sonhando, e deixa me que te diga , para quem apregoa nas minhas cumplicidades tanto andar na lua , a mim me parece teres os pés muito bem assentes no chão ;)
lol
mas continuando ... bem este tema e me estranho ... casamento ( esta e aquela parte em que eu me desfaço em lágrimas e digo....buaaaa ninguém me quer) nahhhh
acho que o simples facto de nunca ter casado , vivi sim juntos alguns anos, e mesmo a forma como encaro essa palavra , que por mim sinceramente não passa de uma palavra , aquelas que nos homens e mulheres nos lembramos de inventar para dar nome as coisas , e que depois nos esquecemos muitas vezes disto que muito e bem disse um dia Florbela espanca " tão pobres somos, que as mesmas palavras nos servem para dizer a verdade e a mentira "
mais importante que o casamento de papel , de igreja ou seja la do que for , para mim e a simples união , pois se a união existe isso quer dizer que ha cumplicidade , reflexos , sintonia , harmonia , um equilíbrio que só se reflectem por um amor verdadeiro que nasce em duas pessoas e se funde num só , e è esse equilíbrio constante que consegue manter duas pessoas juntas por muito e longos anos , não são acordos pré nupciais ou pseudo leis de divórcios também eles pre anunciados

mas prontos e a nossa velha capacidade humana de complicar as coisas , so para lhes arranjar uns nomes novos :)

ja vai longo o meu testamento e de amor falaria toda a noite ;)
por isso me despeço com um beijo cúmplice :)
De libel a 10 de Setembro de 2009 às 13:41
Olá Cúmplice, desde já agradeço a visita, pois é sempre bom receber caras novas. As minhas viagens à lua enquadram-se na minha faceta encantada, ou seja apesar dos pés bem assentes no chão (como falas) não perco a oportunidade de fantasiar, sonhar e brincar em cantinhos que me inspiram esses sentidos. Acho que é muito mais fácil abordar qualquer assunto, sem que nos tornemos maçadores ou repetitivos de uma forma humorizada e encantada. Afinal as histórias de encantar são uma referência para nós, e através delas, a magia das coisas sérias transforma-se num acolhimento saudável.
Mas quanto ao tema (buáááá....a mim também ninguém me quer)...ehehheeh....serei uma pestinha intragável, ou acredito demasiado no Amor?...Pois, a minha sina deve estar algures escrita, mas o raio do mapa que me deram caíu precisamente em cima de uma poça de lama....logo, por mais que me esforçe só mesmo com pózinhos pirlipimpim a coisa melhorava, mas a Sininho resolveu tirar férias....e não sabe quando volta. Paciência!!..
Não acho que o casamento seja apenas mais uma palavra inventada, até porque respeito demasiado as palavras. Muitas vezes se ouve: Vale mais um gesto, um sorriso, um olhar que mil palavras....eu não concordo!!..Para mim as palavras soletradas, escritas, faladas, fazem todo o sentido.
Se o amor é louco, se os dois querem o mesmo, se o "para sempre" ingloba todos os riscos, mas também todas as alegrias....então a palavra "casamento" não foi criada em vão, existe para ser tomada a sério e não ser descartada com indiferença. Estamos a falar da palavra em si , não só como palavra mas tudo o que a mesma ingloba...como é óbvio. Apesar da maioria continuar a afirmar que o que importa é a União, que o casamento é apenas um contrato formal, o certo é que o desconforto, a insegurança e o crescimento da relação fica estagnada, ou seja são adiados vários "projectos", como o planeamento familiar, devido a tratar-se de decisões que mexem com a estabilidade e liberdade de cada um.
Mas cada um pensa à sua maneira e o meu desejo é muito simples: Sejam Felizes!!

Beijokas e volta sempre...as panquecas por aqui são do melhor...uns preferem com mel outros com doce ...mas se preferires salgadas ...tb se arranja!!
Lol...
De cumplicedotempo a 10 de Setembro de 2009 às 15:30
e cá estou eu de volta libel
porque acho que tenho necessidade que não interpretes mal o que eu quis dizer
então vou te por as coisas de outra forma
quando duas pessoas se unem e se fundem numa só , esse casamento e ja uma realidade , porque para se alcançar esse ponto e preciso o tal amor louco como tu o chamaste,
na troca de olhares profundos e sinceros em que as alegrias e as tristezas reflexos de cada um se tornam cristalinas para ambos , nos beijo trocados de forma intensa, que só a cumplicidade existente nessa sentida forma de se amar os pode presentear , no prolongar das simples palavras ou frases que ainda nem se quer pronunciamos, e aquele que nos amamos ja de antemão conseguem completar, perfeita sintonia de quem ama e e amado , na entrega dos seus corpos para na harmonia deste contacto físico perpetuarem essa união fiel que na envolvente dos prazeres se funde num prazer único,
no equilíbrio perfeito de um dia a dia em que cada passo e dado por um no prolongamento da passada do outro , cada pensamento e acto definido por ambos, cada gesto iniciado completado pelo outro
pois só assim se enfrentam as adversidades , se encaram as alegrias e se pode precaver um futuro a dois
entre muitas outras coisas , quando isto se consegue essa união e já um sinonimo de casamento , pois os sentimentos, afectos e a forma de ser cuidada e alimentada existe , e será isso que te dará as garantias nessa vida conjunta

o casamento como acto e uma forma de perpetuar isso mesmo , ma o que eu quis dizer e que de certa forma encarada como contrato ou lei , para mim não passava de mais uma palavra , despida de sentimentos na forma como nos e apresentado
eu acredito no amor,e quando verdadeiro , essa comunhão não precisa de uma palavra que a define aos olhos de seja qual for a religião ou estado
ele vive se e sente se no dia a dia , e não será um papa ou um estado que me ira dizer a mim que o meu amor e menos valido que outro qualquer só porque assinou uns papeis

ps: logicamente a conversa poderia levar aos pontos fulcrais , tais quais vivermos em sociedade , direitos , deveres, e outras coisas que dai se podem obter , mas preferi nem focar isso :)

beijo cúmplice :)
De libel a 10 de Setembro de 2009 às 20:46
e ainda bem que voltaste, pois não seria de bom tom deixares uma senhora à espera de contra-argumentação..(brincadeira) . Estes diálogos são sempre uma mais valia, e é neles que deposito todo o meu ser, explicando melhor. Para mim, a essência principal de um blog não parte das postagens que diáriamente são feitas, mas sim dos comentários que surgem, bem como dos que fazemos, esse néctar é o verdadeiro império dos sentidos entendes??..Ou seja:
1- Se não houver sempre aquela tendência de responder por cortesia e ficar por aí...
2-Se nos limitarmos ao " Que texto bonito cheio de emoção...beijinhos"..."Também concordo, vou passando"...." Cheio de sentimento, estou arrepiada...beijo...etc....
3- Ou simplesmente se deixamos de intervir para não ser desagradável, sendo que a opinião é contraditória.

este espaço pode muito bem contribuir para uma satisfação pessoal e aprendizagem constante. As diferentes opiniões, pensamentos ou ideias devem ter por base argumentos válidos e consistentes, se assim não for, escrever só por escrever não me satisfaz, apenas me distrai. É claro que aprecio temas variados, desde os mais sérios até à simples e divertida anedota, mas tento sempre tirar algum proveito de todos eles, mais ainda quando os intervenientes pensam como eu.
Bolas, isto tudo para dizer que não me vejo no papel de julgar ninguém, sequer fazer elações precipitadas, pois todos os comentários são válidos a aceites na hora, não fico mal impressionada, nem questiono formas de pensar, apenas dou a minha opinião baseada naquilo em que acredito e defendo. Percebi perfeitamente o teu ponto de vista e concordo quando dizes: "quando duas pessoas se unem e se fundem numa só , esse casamento e já uma realidade"...e tudo o resto que descreveste sobre o amor, tem lógica, fundamento e razão. A única coisa que ainda não consigo dissolver é o facto da relutância em separar todas essas emoções e sentimentos dessa palavra. As palavras existem, todas elas são concebidas para ter um efeito perceptível a todos e para que de alguma forma sejam príncipios a seguir, então porque achamos que a união não precisa de uma palavra mais adequada ou especial. O AMOR também é visto e demonstrado de várias formas, no entanto a palavra que interpreta esses actos, gestos ou olhares é a mesma , Amor. Percebes o que quero dizer??..Se calhar já estou a meter os pés pelas mãos, mas não concebo a descriminação. Se para as pessoas é indiferente o papel ou não, então porque optam pela segunda?...Para não gastarem dinheiro?..Para não se maçarem? Para não dar nas vistas? Para não terem que dar explicações?..Para não terem que dividir bens?...Sei lá, surgem-me estas dúvidas o que queres...não encontro razões plausiveis para separar o trigo do joio. Se a palavra existe e se faz parte de um processo porquê fujir??
Bem...e por falar em fujir, estou mesmo a ver que vais dar à sola com este testamento..lol....a esta hora já pensas, bolas que ganda maluka....onde é que fui meter-me....

Beijokas e se não quiseres voltar, eu percebo...as panquecas hoje sairam queimadas....(só por isso).
De Delmar a 10 de Setembro de 2009 às 20:28
Ola Libel, sou nova por aqui, e ao vasculhar os blog's encontrei o teu post, e devo dizer que muito havia a escrever sobre essa modernidade do divorcio!..
Pelos comentarios que vejo, quase todos partilhamos da mesma opiniao, ir ao altar dá uma sensação de segurança... perante a sociedade ganhamos "juizo" e apelidadas de mulheres de familia!
Eu propria casei-me e apesar de ser mais nova do que alguns que andam por aqui, também pensava como vocés, cheguei lá, convicta das minhas respostas, e com a esperança/ilusão que seria para todo o sempre...
mas como ja nasci nas eras do divorcio, havia uma parte de mim que pensava: bem isto é para a vida, mas se não der certo, há o tal dito divorcio....
Infelizmente vivemos na era em que um papel tanto dá para juntar duas pessoas para sempre, como dá para separa-las da mesma maneira...
dá que pensar quando dizes mas o que será de uma familia quando o divorcio existir? realmente nao é nada bom quebrar esse laço bonito que só se constroí com o tempo, mas por outro lado leva-nos a pensar que em outros tempos quantas e quantas pessoas não foram infelizes e fizeram outros infelizes porque nao havia esse tal lei nº tal / tal... em que se pode acabar com tudo... em algumas situaçoes de certeza que o divorcio veio facilitar em quebrar laços, que em muitas situaçoes seriam impossiveís de existir...
sim vivemos num mundo fútil... realmente o amor não tem prazo, por isso o melhor é amar hoje, sem pensar no amanha... afinal se ele existe - divorcio ( infelizmente) serve para alguma coisa.... por isso just love!
De libel a 10 de Setembro de 2009 às 21:52
Oláaaaaa....que bom uma carinha nova, que sejas bem vinda e que te divirtas por aqui, pois nem sempre são assuntos sérios, também existe muita brincadeira e boa disposição. Quanto ao tema, a ver se consigo dizer algo diferente, pois acho que estou quase a esgotar o stock de argumentos.
Hoje em dia o casamento já não tira o sono a ninguém, pois por esta ordem de ideias é muito fácil dissolvê-lo. Casar ou simplesmente duas pessoas se unirem com os mesmos propósitos vai dar no mesmo. O "para sempre" é concebido naturalmente, e as convicções são fortes das duas maneiras. Mas não estaremos a abdicar daquele sonho, tantas vezes sonhado, daquele sentir único, daquele momento mágico, daquele acto inédito, daquele nervosismo próprio, daquele tremer de emoção, daquele tropeçar no vestido, daquele buquê tão minuciosamente escolhido, daquela preparação cuidada ao pormenor, daquelas fotos inesquecíveis, daquela primeira dança, daquela liga cortada aos pedaços, daquelas lágrimas de felicidade, daquele bolo cortado a dois, daquela lua de mel que nos lembra a primeira vez....ah..sei lá...são tantos os flashes, os pedaçinhos, os momentos, os olhares, as emoções, as alegrias, os tremores, as ansiedades, as descobertas, as presenças, as atenções...são tanta coisa apenas num só dia, que VALE A PENA!!!!..e nunca abdicaria desse dia. Apesar de também não o ter provado para sempre, esse dia nunca o vou esquecer. É uma recordação que vai ficar "para sempre". Em relação ao divórcio, concordo contigo, pois se não existem mais alternativas, se o amor acabou ou se por motivos mais fortes e dolorosos se justifique a anulação do mesmo, assim seja!!..Mas, também existem casos em que os divórcios se fazem por dá cá aquela palha, pelo facilitismo que o sistema oferece. ..Mas enfim...Cada um sabe de si e já estou como tu: Sejam felizes.

Uma grande beijoka e volta sempre que quiseres.....e se precisares de ajuda de manuseamento, não sou craque...mas posso tentar ajudar ok??
De duko a 19 de Setembro de 2009 às 12:58
Pois... um post exemplar, mas um pouco sofista, senão vejamos: a lei do divórcio foi o resultado de experiências acumuladas por milénios, em que as mulhers (eram gerlamente elas) não podiam dizer nada, caso o casamento perdesse aquele brilho inicial. è que para o homem não havia problema nenhum e a lei do divórcio veio piorar tudo!
Sim, antes, se o glamour inicial se perdessse, o homem tratava de arranjar uma amante, com o que toda a sociedade concordava, enquanto a mulher lhe tratava da roupa, da cama, dos filhos e de toda a casa!
O divórcio veio melhorar a vida da mulher e do homem, porque permitiu que ambos incorressem por uma vida maldita, caso não consigam resolver as crises normais de qualquer casamento, sólido ou não. A diferença de hoje, é que as pessoas querem a felicidade a todo o custo, tendo-se tornado egoístas ao ponto de não cederem um milímetro nas suas convicções.
ceder é importante e saber dosar o amor também, pois a paixão acaba rápido e temos de cultivar uma amizade eterna se queremos viver bem com a pessoa com quem partilhamos a mesa e a cama!
Ao casar, ninguém escolheria pela lei de ter uma escapatória, pois nessa altura estamos de olhos tão focados na nossa cara-metade, que não pensamos sequer noutra coisa. Não acredito que as pessoas se casem só por causa da cerimónia, embora realmente haja casos desses, mas dissolvem-se logo em cinco meses.
A lei veio colmatar uma falha milenar: a ideia que casamos para a vida, algo só atingível aos que souberem equilibrar o casamento entre os seus interesses, os da sua cara-metade e os dos filhos.
De duko a 19 de Setembro de 2009 às 13:00
errata: onde se lê:

O divórcio veio melhorar a vida da mulher e do homem, porque permitiu que ambos

leia-se:

O divórcio veio melhorar a vida da mulher e do homem, porque impediu que ambos
De libel a 19 de Setembro de 2009 às 23:31
Bem, pelo menos és original, já lhe chamaram assustador, delicado, polémico...agora sofista, penso que está a melhorar, pelo menos é um raciocínio aparentemente válido, pois acredito que na maioria dos casos a ilusão do "para sempre" já não faz parte dos planos. É claro que apostando num passo desses, com toda a certeza e na minha boa fé será por amor, loucura e paixão, todavia e como dizes muito bem, a paixão não dura para sempre, daí o dilema e a dificuldade em perceber se o amor ainda existe. Eu penso que para atingir o equilibrio de que falas, deveríamos primeiro entender o significado destes dois sentimentos e permitir que ambos tenham o seu momento de glória, não deixar que se ofusquem pelo egoísmo, mas sim que abram portas ao coração e que o deixem escolher e acolher o caminho da felicidade. Acredito que todos somos alvos atingíveis, mas nem todos deixam o coração falar.

Quanto às leis....essas, estão dentro de nós.


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