Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2015

A cor dos nossos dias...

 

Como é bom chegar aqui e ter uma página imensamente branca, prontinha para esborratar com tudo aquilo que nos vai na alma. 

Não. Esse dia ainda não chegou, ainda não é hoje que vou borrar a pintura toda. Apesar de cores não me faltarem.

Tenho o azul celeste a sair do bolso, a dizer que está pronto para colorir aquele céu negro que se adivinha  para este Inverno frio e carregado de nostalgia. 

Tenho o verde, sim - esse está sempre na bolsinha junto ao batom, são beijos senhor, com a cor da esperança. 

O lilás, não é a minha cor preferida, mas quando o tema é saudade, é apropriado, dá-lhe assim um certo requinte, principalmente quando a moldura é branca. 

O vermelho, é tão arrebatador, vivaço, mas tão impertinente. Poderia chamar-lhe a cor da paixão, mas ela mancha demasiado. São nódoas que nunca conseguimos arrancar do peito. Vamos apenas chamar-lhe VIDA. 

Amarelo, sim, a minha preferida. O sol é energia, é bem estar, é companheiro. Tudo se resume a ele, tudo se transforma com ele, tudo se descontrola também. Meu rei. 

 

Poderia falar em tantas outras cores, que tenho guardadas no meu ser. Mas, essas são cinzentas para a ocasião, ficam para depois, agora apenas quero uma, adivinhem qual?

 

...é a cor das meninas, clara, suave, doce, ternurenta. A cor que neste momento me traz aconchego e um puro e perfumado sentimento: Amor.

 

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Afinal, não são as cores que sustentam o nosso viver, mas sim o modo como as relacionamos para colorir nossos dias!

 

Beijinhos e Boa semana 

 

 

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germinado por libel às 11:59
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Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2014

CALÇADA FOFA!

 

Já tinha visto árvores vestidas de tricot, e achei a ideia absolutamente genial. Não fosse eu uma tarada por cores, bem-coloridas. Nota-se aqui pelo cantinho. Daí, por vezes ler sementes do tipo: "é pá, este amarelo, dá-me cabo da retina" e outra tão fofa " para a próxima tenho que trazer os óculos night-vision"Sorry. Desculpem lá qualquer coisinha. A-D-O-R-O C-O-R-E-S.  Elas são vida-louca, completam-me, são estimulantes, alegres, optimistas, criam impulsos, transmitem calor, trazem boas vibrações.

 

E foi exactamente isso que senti quando me deparei com estas pedrinhas da calçada tão fofas...

  

 ...na Praça do Campo Pequeno.

 

Estão um pouquinho sujas, afinal trata-se de calçada portuguesa. São para pisar, andar, correr. Podem até se soltar.  Mas o que interessa, o que importa, o que salta à vista, é que, em vez de B-U-R-A-C-O-S, vês COR, em cubos de malhas coloridas.  É, de tal forma inesperado e engraçado, que dás por ti a... SORRIR.  

 

 Não sabia muito bem do que se tratava e fui pesquisar. 

 

Trata-se do projeto neoFOFO, constituído por Tiago Custódio e Patricia Simões, dois jovens,  formados em arquitectura e artes visuais. É esta dupla criativa que intervém na nossa calçada, à cerca de 2 meses, deixando-a fofa e colorida. Para além do trabalho nas suas áreas, deram asas a esta missão voluntária, que tem surpreendido pela positiva.  Andam constantemente munidos de um kit de intervenção urbana (composto por cubos já revestidos, pregos e um martelo) para poderem preencher com cor qualquer buraco que lhes apareça à frente. O entusiasmo do público, já tornou este projeto viral. Não só pela atracção/efeito que produz nas pessoas, como pelo alerta para alguns pontos das calçadas em mau estado.

 

...é uma missão muito fofinha!! ADOREI.

 

 

e tu, ... tens alguns buracos para calcetar?!?

eu posso tricotar, dar umas marteladas e...{#emotions_dlg.lol}

 

 

fuiiii..., boa semaninha!

 

 

germinado por libel às 12:05
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Segunda-feira, 1 de Março de 2010

A POESIA NAS ESTAÇÕES!!..

Os desejos da nossa forma de vida formam uma cadeia ...

cujos elos são a esperança...

 

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(imagem retirada da net)

Estava sentada na areia fina, bem perto daquela muralha, onde tantas recordações teimavam em avivar a sua memória. Não teria ficado mais de cinco minutos naquele lugar, mas algo a prendia, talvez o facto de se sentir sózinha e sem rumo. Ali iria encontrar um caminho, sabia que aqueles grãozinhos de areia eram especiais, aquele mar imenso a tranquilizava. Imaginara faz muito um dia como aquele, ameno, silencioso, apaziguador, e era isso que precisava...de silêncio!!..Os flashes de situações outrora vividas abriam-se como clarões, conseguia visualizar tudo ao pormenor, era tão real que achava poder mudar o rumo dos pensamentos e dar outro sentido aquela história. É isso, precisava estar ali, reviver tudo de novo, só assim poderia compreender e talvez começar de novo, saltar páginas não era solução, fechar os olhos não resultava, abdicar de novas emoções era morrer aos poucos.
Sentia a areia morna por entre os dedos, o sol batia-lhe nas pernas nuas, tinha arregaçado as calças de linho e por momentos viu-se a correr em direcção ao mar, as marcas dos seus pés ficavam tatuados no areal molhado, que engraçadas eram as marquinhas, tantas em tão poucos passos, quantos pés teria, um dois, três...perdeu-lhes a conta e deixou-se cair em sorrisos largos, satisfeita por conseguir pensar em coisas rídiculas como os pés. Que mais a faria rir, tinha que fazer um esforço, tinha que contrariar os pensamentos, mover-se, distrair-se, brincar consigo própria , com o seu sentido de humor, tão esquecido no tempo. Tinha liberdade, podia fazer tudo, inclusive sonhar, sem receio de ser acordada, podia voar sem medo de cair, podia caminhar, trilhar caminhos, afastar as pedras, pular  muros e voltar a sorrir....e viver, viver...viver....
 
Sentiu os salpicos na cara, estava fria, límpida e tão azul, conseguia ver as conchas, os búzios, as pedrinhas de várias tonalidades, até se destacou uma estrelinha do mar. Que faria ela ali sózinha pensou, quase que a reconhecia de tão presente e familiar, não podia ser a mesma, passou tanto tempo, aquele colar. Levou a mão ao pescoço, ainda o sentia lá, apesar de há muito se ter afundado nas areias dessa praia. Esquece..esquece..esquece..., concentra-te na garrafa, no bilhete, tem de ser agora, a maré está perfeita, o vento a teu favor, embalada pelas ondas chegará ao destino. Tu consegues,  ...joga no mar as tuas dúvidas e incertezas, os teus medos e receios, a tua saudade e desespero, mas também os teus pensamentos, sonhos e desejos, depois ...aguarda pela resposta, ela virá todos os dias,  na brisa da Primavera, junto ao calor do Verão, escrita nas folhas do Outono e temperada pelas chuvas do Inverno. 
 
ACABOU??....Ohhhhh...Estava tão bonito....queria mais....
 
Agora a sério, este episódio não vos é familiar??...existem alturas na vida em que precisamos jogar a garrafa ao mar e acreditar que a bom porto vai parar, é o tal fio condutor que percorre o nosso interior, exalta e faz reagir, é a tal esperança que nunca morre. É a sobrevivência a revelar-se numa experiência de VIDA!!...
...É o CORAÇÃO a mostrar quem manda!!... 
 
 Digam lá se não estou inspirada??...isto dava um livro...lol..
..mas preciso da vossa ajuda ..., todos são essenciais...
que tal darmos cor às estações desta história... Porquê??...
Ora, porque todas elas nos oferecem Esperança.
BORA LÁ!!...
 
Rolando, tu és todo Verão,
trazes calor no coração..
escreves com emoção e paixão,
que dirias sobre essa estação??
 
Mafalda, em ti vejo o Outono,
ofereces grande admiração...
Tuas palavras são versos de sonho..
E qual escreverias nas folhas desta estação!!
 
Paulo, guardei para ti a Primavera,
pela magia e perfume desta estação..
Sei que encontrarás esperança nela
e mostrarás o caminho da reflexão..!!
 
Manu, tão longe e presente neste Inverno,
As saudades partem-me o coração..
Quero muito sentir-te bem perto
e ler a tua alegria nesta estação!!
 
Regina, Lis, Wânia, Julieta, Maria ..
Todas juntas numa palete cheia de cor..
fazem as delícias de cada estação
escolham uma e façam uma poesia de amor..
 
Green, Cris, Eusinha e Sindarin...
Suaves, ternas e amigas de coração..
Deixem uma palavra, um gesto, um pensamento..
e ganhem as cores de cada estação.
 
Enigma, Tangerina, Geeny e Raiozinho ..
Mas que bela animação
Escrevam com chuva ou com solinho
qualquer coisa sobre uma estação...!!

 

 

E todos os que aqui se juntem

na  poesia de cada ESTAÇÃO..

são bem vindos e disfrutem

desta boa disposição!!..

 

 

Desejo a todos uma óptima semana 

recheada de boas inspirações..

                                                                                  ...divirtam-se...e

 brinquem com as estações...

 

                                                                                            Iz@

germinado por libel às 11:12
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Domingo, 29 de Novembro de 2009

DESAFIO EM CADEIA ROUND 4..RESULTADOS II!!

 

Continuação...

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 Amiga ...amável, expressiva e encantadora...Parabéns

 

S I M P L I C I D A D E

 

Sabes que não entendo nada do que dizes?

 

Confundes-me com palavras que nunca uso. Fazes questão que fique atrapalhada, que core, que baixe os olhos, que retorça as mãos envergonhada. Não entendes...nunca entenderás, por mais que tentes, que te esforces, nunca conseguirás transformar o que sinto em algo complicado e justificável.

 

Vasculhas nos teus livros de teorias criadas por alguém que um dia escreveu o que tu agora achas que são verdades. Não percebes que não há verdades, nem mentiras, quando se ama!

 

Tanta coisa que tentas a todo o custo defender como sendo a verdade suprema e não percebes que complicas as coisas simples, que ultrajas com as tuas manias de pretenso filósofo, defensor de grandes ideais , de seguidor de boas causas, de detentor do conhecimento  das doutrinas de grandes mestres, a justificação para algo que não é defenível. Defendes aquilo que te ensinaram a acreditar, não permites ser simples e unicamente TU.

 

Olha...olha á tua volta...vês o rio que corre tranquilo? Achas que ele se questiona , porque tem que passar por ali?

 

Repara naquele pássaro que pousou no ramo daquela árvore...será que está a pensar no que poderia fazer para melhorar a sua vida?

 

A flor...aquela flor amarela... pensas que está triste  e amargurada por ser amarela e não vermelha?

 

Ah..repara naquela nuvem..hoje é a única a decorar o céu...por acaso achas que sente alguma solidão...que derrama lágrimas e pensa que não encontrará nunca mais as suas irmãs...que se interroga porque não lhe dizem nada, que a desprezam?

 

Só porque tu pensas não quer dizer que entendas, que sintas, que ames mais do que alguém.

 

Pára, escuta o silêncio, e reconhece que apenas a Simplicidade é a senhora que o tempo tem para fazer do tempo a vida de alguém.

 

Com Simplicidade ama, não te interrogues se é bom, se é o momento certo , se poderás sofrer, se vais ser correspondido...que importam as questões, as justificações, as razões ou omissões...

 

Amar é simplesmente amar!

 

A simplicidade dos momentos torna-os eternos.

 

By Manu

 

 

 

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Amiga ...luminosa, divertida e espirituosa...Parabéns

 

S I M P L I C I D A D E

 

Ela ainda se recordava ...as imagens passeavam por sua mente, como um filme, como se tudo tivesse acontecido no dia anterior..mas, na verdade, já haviam se passado cinco anos.

 

Sempre quis ter o controle de tudo, se resguardara da vida, calculava riscos, ponderava... mas tudo escorregou entre seus dedos em questão de segundos.  A espera no portão do colégio, ela, sua filhinha, sorrindo, olhando para as amigas e de repente, em segundos, foi levada por mãos pesadas, homens fortes e tudo ficou escuro...

 

Dias de agonia, ansiedade...regadas por soluços, gritos, desesperos. 

 

Policiais, detetives, portas e janelas de sua vida exposta a todos... Como se a palavra privacidade tivesse desaparecido do dicionário.  E um sofrimento a roer a alma.  A incerteza do êxito...incerteza do amanhã... a vida por um triz.

 

Dias de vigília. O pagamento, a espera, o reencontro.  O fim de um seqüestro.

 

Cessam-se todas as ostentações, os dias de liberdade, os luxos, o artificialismo... a ruptura da gaiola de ouro...Mudanças urgentes.

 

Sim....Cinco anos em que a pequena Aldeia os havia recebido, de braços abertos, não se importando de serem de terras distantes... uma casa baixa, um quintal, alguns marrecos, lar doce lar. 

 

E então ... a paz, a harmonia, o amor, a vida, virtudes e prazeres.... o encontro delicioso e libertador de tudo que nunca havia sonhado, apenas por desconhecer,  o que era preciso para ser feliz....Simplicidade.

 

 

By Regina D`Ávila

 

 

 

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E o vencedor é....

MAFALDA

 

Amiga... silenciosa, brisa suave e tão terna...Parabéns

 

S I M P L I C I D A D E

 

Lá na aldeia da minha mãe, um lugar pequeno escondido bem lá no fundo dum vale, entre as altas montanhas da bela serra da Lousã, tudo era verdadeiro, genuíno. Corria um rio de águas transparentes e brilhantes sob os raios do sol e no seu caminhar cantarolavam uma melodia para quem a conseguia escutar. Numa das margens, parecia de propósito, formavam uma represa onde as mulheres vinham lavar a roupa. Depois aproveitando a erva verdejante estendiam-na bem direitinha a secar. As casas eram feitas de lousa ou ardósia o que as pintava de preto. Os quartos eram pequenos onde quase só cabia a cama e um lavatório de ferro. Os espaços maiores eram ocupados pela casa de jantar e a cozinha. Nesta havia uma lareira no chão e do tecto pendia uma corrente. Nela se penduravam as panelas de ferro preto com três pés pontiagudos. A um canto da cozinha num móvel de madeira escura e robusta havia dois cântaros de barro semideitados e inclinando-os um pouco deles se retirava a água para beber e cozinhar. A água havia que ir buscá-la ao chafariz que ficava no largo da aldeia. Em cada divisão da casa havia uma janela normalmente de formato quadrado que se abria em duas partes para o lado de fora da casa. Na parte inferior das casas existia uma única divisão ampla a que chamavam de lojas e aqui era onde se faziam os queijos com o leite de ovelha e de cabra e onde ficavam expostos a secar. Guardavam-se também os cereais, as frutas e tudo o que das hortinhas se colhia. Também a carne de porco salgada ou conservada em banha. Mas para mim, o mais espectacular das casas era um simples forno a lenha, de forma arredondada, construído na parte exterior onde se cozia a broa de milho ou de mistura e na altura das festas da aldeia o pãozinho doce e o pão-de-ló.

O cabrito com aquelas deliciosas batatinhas... meu Deus do Céu! Nestes dias, o povo juntava-se no Largo da Eira e as moçoilas e os rapazes dançavam e cantavam ao som de uma concertina e entre olhares trocados, namoravam.

As ruas eram inclinadas porque de plana a aldeia nada tinha e revestidas pela mesma pedra das casas. Existia uma única loja a que chamavam de Tenda e desde as mercearias, passando pelas roupas, os remédios até o serviço de correios e acabando na tradicional taverna, tudo e todo o tipo de comércio passava por ali. Ponto de encontro dos homens que ao Domingo após o serviço religioso se juntavam jogando á  bisca e ao dominó. O único telefone que existia na aldeia ali estava também ao serviço da comunidade. Se era preciso chamar o médico, era ali que havia que recorrer. Os carros de bois eram o único meio de transporte para pessoas e géneros, mesmo quando era necessário uma deslocação á vila mais próxima. O acesso á aldeia, da estrada alcatroada que passava bem no alto da serra, era feito por um único caminho de terra e pedras com uma inclinação bem acentuada que chamavam de Lomba e raros eram os carros que se aventuravam a desce-la, sendo quase certo que na subida a ajuda do carro de bois se tornava imprescindível. Á noite escutava-se o silêncio e sob o tecto daquele céu imenso, povoado de mil luzes, o luar era  limpo e brilhante. E adormecia-se olhando pela janela contando as estrelas que lá no alto pareciam sorrir-nos. De manhãzinha ao acordar cheirava a café e a mel. Abriam-se as janelas de par em par e nos campos, pequenos brilhantes luziam nas gotas de orvalho. Cresciam as flores silvestres, o malmequer amarelo, a dedaleira roxa, a urze, o tojo, a papoila rubra, o alecrim. E o campo era uma paleta de cores, qual tela de um pintor desenhando pinceladas. Os cheiros misturavam-se e exalavam no ar. E os pássaros brindavam-nos numa sinfonia de cantos. Um pouco mais ao longe o som dos badalos dos rebanhos na pastorícia. Paisagem, cheiros e sons, uma combinação simples e perfeita.

A população era pequena mas sentia-se um espírito de união, de entreajuda, de dignidade.

Na serra, lá mesmo na floresta viviam lobos, raposas, gatos bravos e aves de rapina.

Era assim a aldeia da minha mãe. Um lugar bucólico, cheio de uma simplicidade de vida, de simplicidade na sua beleza natural, de simplicidade nas suas gentes.

E eu, criança da cidade, tudo me admirava e tudo absorvia. Foi talvez lá que nasceu este meu encanto pela natureza.

E foi assim que ela me ensinou e eu aprendi, que simplicidade é sinónimo de pureza. Que a simplicidade  é um bem a preservar. Nada tem maior simplicidade que a simples natureza, mas ao contemplá-la, ao escutá-la os nossos sentidos sentem-na grandiosa. Há simplicidade no beijo que todos os dias se dá aos filhos, no entanto ele é de um amor intenso. Então a simplicidade é imensa. Simplicidade existe num sorriso, num gesto de carinho, na verdade das  palavras, no arrependimento de actos irreflectidos, no assumir perante o mundo os erros, na felicidade de sentir o cheiro de uma flor, no estender a mão e apanhar uma gota de chuva, no deixar que um raio de sol nos conforte, no fechar os olhos e sentir a música cá dentro.

 

Simplicidade é esgotar todos os pequenos nadas bons da vida.

Numa palavra, simplicidade é um dom.

 

By Mafalda

 

  

 

Esta tarefa não foi nada fácil, pois como podem apreciar todos os textos são maravilhosos, caracterizados pela beleza, sensibilidade e pureza. A minha escolha foi baseada na simplicidade, a qual revi neste texto a todo o instante.

Mas....como existe sempre um mas....amanhã vão haver mais novidades e todos voçês vão receber um presente de Natal  pela honra que me deram neste desafio que tantos amigos me trouxe e dos quais nunca vou esquecer.

Beijinhos e até amanhã, que tenham uma linda noite...

 Beijinhos Iz@

 

        

sinto-me: REALIZADA
germinado por libel às 23:32
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DESAFIO EM CADEIA ROUND 4..RESULTADOS I!!

SIMPLICIDADE

 

De uma maneira singela, breve, e com poucas palavras, faço a apresentação dos trabalhos enviados pelos amigos que me abraçaram neste desafio e aos quais apenas acrescentei um pouco de mim, nomeadamente as cores que fazem parte da minha vida e iluminam o meu caminho. Palavras e Cores são a  iluminação perfeita para esta Árvore de Amizade que aqui se faz sentir, a qual me tem presentiado com belas raízes, troncos saudáveis, ramos enfeitados, flores sensíveis, folhas humildes, frutos suculentos e pólen.....muito pólen encantado.

 

Amiga... traquina e sempre doce.... Parabéns0000yg4t.gif 0000yg4t.gif

 

SIMPLICIDADE

 

Com a simplicidade de um momento
Gravaste na minha alma
este desejo que bem fundo
faz parte do meu mundo
onde tudo é cor de rosa
 
Com a simplicidade de um olhar
um carinho envergonhado
ardi de desejo
de te querer como namorado
 
Com a mesma simplicidade
tudo aconteceu
por isso hoje sou tua
e tu és (todo) meu
 
És simplesmente o meu amor
o meu amigo
e companheiro
e é com simplicidade que o grito
AMO-TE (ao mundo inteiro)...

 

 

 

By  Tangerina

 

 

 

 

 0000yg4t.gif 0000yg4t.gifAmiga... romântica, divertida e cheia de amor... Parabéns

 

S* I *M* P*L*I*C*I*D*A*D*E

 

Simplicidade é a beleza em si.

Não existe nada mais belo do que um malmequer silvestre ou uma simples espiga, abanando na brisa da Primavera. Aguentando o rigor do Verão.

Nem a mais rubra e sofisticada rosa se compara, a essa dança despretenciosa. É ser-se genuíno e ao mesmo tempo

um ser perfeito, sem mácula.

Ser leal sem procurar obter proveito e passar entre os demais, com aquela sensação de leveza que os deixa a olhar e a sentir a diferença.

Simplicidade é a capacidade de ser uma coisa especial, num invólucro igual ao de tantos,

mas que uma e outra vez olhado, se nos apresenta como a mais valiosa e rara obra de arte.

Ser simples é ser puro, é ser capaz de modificar coisas, quando muitos o tentaram e nunca conseguirão fazer.

 

 

By Sindarin

 

 

 

 

 

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Amigo... coração mole, companheiro e cúmplice...Parabéns

 

 

S I M P L I C I D A D E

 

Fazia frio, daquele frio que nos entra no corpo, nos corrói a alma, e nos tolhe os movimentos.

Noite de natal, a azáfama dos centros comerciais era de tal forma que as filas intermináveis de carros tinham o aspecto de grandes lagartas luminosas que se estendiam pela noite.

E cá fora ele olhava, estava só, perdido numa imensidão de recordações, de uma família que já não tinha, de filhos que já o tinham deixado para trás.

A idade pesava-lhe nos pés, o dinheiro não chegava para uma festa de Natal, a sua casa, agora vazia não tinha calor.

A Amada, essa mulher fabulosa que lhe tinha dado cor aos dias, há muito tinha deixado este mundo, levando consigo uma vida abruptamente roubada pela doença.

E ele ali estava, olhando as luzes de Natal, penduradas nos ramos das árvores da grande cidade.

O relógio que teimosamente girava procurando a meia-noite, não lhe trazia alegrias, apenas memórias.

A pouco e pouco as imensas lagartas luminosas foram-se desvanecendo e a cidade ficou deserta.

Os carros mais potentes e os sacos de prendas mais bonitos tinham já destino certo, e as pessoas passavam e olhavam com desconfiança para aquele vulto silencioso que se mantinha absorto nos seus pensamentos....

A pouco e pouco retomou o caminho de casa, aquela casa tão silenciosa que nem o Natal ali tinha chegado.

-Lembro-me de si!!!

Foi a primeira frase que ouviu quando um carro potente parou a seu lado, olhou, descontraidamente e ouviu de novo:

-Lembro-me de si!!!

-Lembro-me de si, quando nos esperava no fim da escola para nos oferecer a fruta do seu pomar sempre tão bonito!

E assim o homem sorriu, e lá foi explicando que já não tinha o Pomar e que a sua vida era apenas feita de recordações.

O Dono do carro saiu e abriu-lhe a porta, ele entrou, e foi levado como por magia para uma casa iluminada, onde havia calor, onde havia Natal.

Tudo era de uma riqueza enorme, o homem que o tinha abordado, era agora rico e poderoso.

A ceia de Natal era rica e por momentos o homem que vagueava na rua sentiu-se feliz.

Na hora das sobremesas sobressaia no centro da mesa uma cesta com maças, menos vistosas que tudo o resto, pareciam mesmo colhidas num qualquer pomar sem qualquer cuidado.

O Dono da casa pegou numa, e quase como num acto solene calmamente descascou-a e começou a comer....

Há volta os filhos e os netos deliciavam-se com todos os manjares existentes.

Mas o dono da casa com a sua maçã, olhou o homem que tinha convidado para sua casa e exclamou com os olhos brilhantes:

- Lembro-me de si, foi assim que comecei, com a fruta do seu pomar!!!

- Lembro-me.... de si!!!

Que o Natal sorria a cada um de nós, na simplicidade de um fruto! E que nos lembremos sempre dos outros.

 

 

By Lovenox

 

 

 

 0000yg4t.gif 0000yg4t.gifAmiga... apaixonada, sensível e XL boa onda...Parabéns

S I M P L I C I D A D E

 

Será que é possível para mim, falar sobre uma palavra  tão complexa como esta !!!

Complexa  sim …

Simplicidade é acordar pela manhã sem pensar no rol de tarefas a fazer ao longo do dia.

Simplicidade é chegar ao fim do dia e conseguir esquecer o dia terrível que está a terminar, e não fazer planos para o dia seguinte.

Simplicidade é chegar a sexta-feira a noite, e pensar que vamos ter um fim-de-semana calmo e tranquilo.

Simplicidade é vestir algo que nos apeteça e sair para o trabalho sem receio de ser alvo de comentários.

Simplicidade é saber aceitar os outros sem preconceitos ou “ondas” de superioridade.

Simplicidade é amar aproveitando cada momento, sem planos ou projectos.

Simplicidade é conseguir viver em tranquilidade e harmonia com o mundo.

 

 

By Green-Eyes

 

 

 0000yg4t.gif 0000yg4t.gifAmigo...sedutor e terrivelmente encantador...Parabéns

SIMPLICIDADE

S uavemente, beijou-a. Como quem beija o amor de uma vida. Uma flor.

I ria deixar que o tempo desfilasse, lento, agonizante. Todas as esperas tinham o sabor do purgatório.

M emórias, muitas memórias. Ausências, cartas escritas no vento, lágrimas de emoção na volta de cada carteiro.

P artir. E voltar. Por cada partida, um regresso. Como podia a vida, de uma forma tão simples, ser tão tortuosa?

L ado a lado, haviam redescoberto o amor, a paixão dos sentidos, o indefinível prazer de acordar nos olhos um do outro, todas as manhãs.

I ria esperar por ela. Todos os segundos, espreitando o fundo da rua, na espera ansiosa de um sorriso anunciado.

C ada vez que a beijava, imaginava-lhe as pétalas como a pele macia do rosto, do pescoço, do peito. Uma mera tulipa amarela, sim... mas também ela, em sonhos, porventura... poderia ela sentir-se assim também beijada?

I nfinito enquanto dure, assim dissera o poeta. Sim. Esperaria por ela, com infinita ansiedade. Sabendo e sentindo que ela, algures do outro lado do oceano, esperava também o passar longo das horas, dos minutos, dos segundos.

D e novo, espreitou a rua. Nada, ainda nada. Porque seriam tão cruéis os segundos finais de todas as esperas?

A mor. Estranha palavra, estranha simplicidade para algo que nunca conseguira definir, escrever, compreender. Como se pode amar sem entender todas as razões do coração? Sem entender uma única razão?

D e repente, viu-a. Correndo estrada fora, de encontro aos seus braços. Uma lágrima rebelde teimou em molhar-lhe o rosto. Os homens também podem chorar?

E de repente, de uma forma simples, como quem se olha ao espelho, tocaram os dedos, num momento único de reencontro. Novamente unidos, novamente UM, o paraíso reencontrado.

By Entremares

 

 

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Sinto-me muito lisongeada e agradecida pela oportunidade que o  amigo Cúmplice me deu, pela confiança que depositou em mim e pelas suas cumplicidades , agora cabe-me a mim  destacar alguém para dar continuidade e assegurar que esta corrente continue com a mesma dedicação e entrega que merece, e a qual todos nós juntos iremos apoiar sempre com belos textos,palavras bonitas, quentes, verdadeiras e especialmente de coração.

 

 

 Continua...

 

 

sinto-me: ENCANTADA
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Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Sôpa das Cores..!!

 

Já devem ter percebido que adoro cores. Melhor dizendo, adoro colorir tudo à minha volta, as pessoas, os sorrisos,  os gestos, as palavras, um quadro menos perfeito, uma expressão mais murchinha, um olhar cabisbaixo, uma dúvida, uma incerteza, até um bicho de sete cabeças...aquele que tende provocar o poder dos sete fumos....bahhhhhhhh...(que idiota), não tem hipótese nenhuma!! Faço uma mistura de cores no meu caldeirão mágico e  eis que surge a bombástica, estrondosa, hilariante,  vibrante, Super, Mega, Giga  ...."Sôpa das Cores"!!  Aqui com um pouco de cor tudo se transforma num rico caldinho!!...

 

Todos nós somos orientados por uma cor, ou melhor existem cores com que nos identificamos mais e até conseguimos perceber porquê!!..Sabias que ...

 

 

-As pessoas vermelhas podem ser corajosas, impulsivas e rebeldes.

-As pessoas alaranjadas são sociáveis e gostam de festas.

-As pessoas  amarelas são ligadas a atividades intelectuais pois vivem estudando.

-As pessoas verdes são ligadas ao amor e às relações afectivas.

-As pessoas azuis são reservadas e têm grande senso de observação.

-As pessoas de cor violeta precisam de amor e de admiração.

 

Ok!!..mas todas as cores são bonitas, assim como todas as pessoas ficam lindas usando-as e abusando delas...são energias positivas que dão ânimo aos nossos dias e AGORA.... é aquela parte em que podes bater na porta..TRUZ...TRUZ....e entrar....

 

 Escolhe uma caneta e escreve qualquer coisa que te faça lembrar essa cor...

 

Exemplo: Escrevo a tinta verde o milagre do germinar, o cheiro das noites de verão, a fruta que é quase gente.

 

Beijokas e diverte-te ........dá cor à tua vida!!!

Iz@

 

 

sinto-me: colorida
germinado por libel às 16:33
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*O meu olhar é nítido como um girassol, sinto-me nascida a qualquer momento, talvez por ser distraída demais, mas é bom sentir que cada vez parece sempre a primeira. Aqui todos os dias vão ser assim: UMA AGRADÁVEL SURPRESA!!

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 Azul.. azul..azul..

Uma das mais belas cores do mundo.
Pode representar o céu, uma flor,

um fruto, o mar, um sorriso,

uma emoção, um sentimento...
Cheio de beleza e clareza!
Uma cor que nos faz sentir seguras,

a cor da imaginação.
Uma cor suave...

que nos tranquiliza ..

Azul..azul..azul...

É a cor da Amizade!!..

 

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É onde todos vocês podem escrever
comunicar, informar, apresentar,

partilhar, sorrir e brincar. 
E tu também tens o teu cantinho?
Aquele onde as palavras se soltam

como notas de música...no ar.

Onde os sabores são néctares

e se misturam em páginas virtuais.
Eu tenho.
É aqui mesmo.
Entra e descobre tudo o que tem
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