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O meu cantinho

Semeia um pensamento e colherás um desejo, semeia um desejo e colherás a acção, semeia a acção e colherás um hábito, semeia o hábito e colherás o carácter...queres continuar...

O meu cantinho

Semeia um pensamento e colherás um desejo, semeia um desejo e colherás a acção, semeia a acção e colherás um hábito, semeia o hábito e colherás o carácter...queres continuar...

09.08.11

HOMENAGEM A ROLANDO PALMA!!..


libel

 

Postagem colectiva em homenagem ao QUERIDO amigo ROLANDO PALMA, iniciativa do Varal de ideias, um dos criadores da Tertulia Virtual, um espaço onde o nosso amigo colaborava com empenho, dedicação, sensibilidade e tanta SIMPLICIDADE!!...

 

Este texto é uma riqueza que guardo com todo o carinho, um desafio que Rolando aceitou e no qual entregou a beleza da sua escrita. Uma história, uma mensagem, um sinal, uma carta, uma dedicatória, ou será tão simplesmente ...AMOR. 

Sim, um amor que viveu e que ficará com ele para sempre!!..

 

 

 "Simplicidade"

Rolando Palma e Regina d'Ávila vivendo o sonho de ser feliz.

 

S uavemente, beijou-a. Como quem beija o amor de uma vida. Uma flor.

I ria deixar que o tempo desfilasse, lento, agonizante. Todas as esperas tinham o sabor do purgatório.

M emórias, muitas memórias. Ausências, cartas escritas no vento, lágrimas de emoção na volta de cada carteiro.

P artir. E voltar. Por cada partida, um regresso. Como podia a vida, de uma forma tão simples, ser tão tortuosa?

L ado a lado, haviam redescoberto o amor, a paixão dos sentidos, o indefinível prazer de acordar nos olhos um do outro, todas as manhãs.

I ria esperar por ela. Todos os segundos, espreitando o fundo da rua, na espera ansiosa de um sorriso anunciado.

C ada vez que a beijava, imaginava-lhe as pétalas como a pele macia do rosto, do pescoço, do peito. Uma mera tulipa amarela, sim... mas também ela, em sonhos, porventura... poderia ela sentir-se assim também beijada?

I nfinito enquanto dure, assim dissera o poeta. Sim. Esperaria por ela, com infinita ansiedade. Sabendo e sentindo que ela, algures do outro lado do oceano, esperava também o passar longo das horas, dos minutos, dos segundos.

D e novo, espreitou a rua. Nada, ainda nada. Porque seriam tão cruéis os segundos finais de todas as esperas?

A mor. Estranha palavra, estranha simplicidade para algo que nunca conseguira definir, escrever, compreender. Como se pode amar sem entender todas as razões do coração? Sem entender uma única razão?

D e repente, viu-a. Correndo estrada fora, de encontro aos seus braços. Uma lágrima rebelde teimou em molhar-lhe o rosto. Os homens também podem chorar?

E de repente, de uma forma simples, como quem se olha ao espelho, tocaram os dedos, num momento único de reencontro. Novamente unidos, novamente UM, o paraíso reencontrado.

 

(Rolando Palma)

 

 

Descansa em paz meu amigo!!

Força aos familiares

Coragem Pérola encantada

(serei sempre a Libel ás bolinhas amarelas)

 

 

 De entre 8 blogs que Rolando tinha, deixo aqui ligação para alguns. Vale a pena entrar, tua inspiração agradece. Todos oferecem algo mágico, todos são portadores de muita luz, qualquer um faz as delícias do leitor. Poderão apreciar suas obras e seus registos literários, bem como sua arte na fotografia, video e música.

 

ENTREMARES, ENTREFOTOS, ENTREARTES, ENTREBLOGS

 

  

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